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Julho verde e amarelo: conscientização sobre hepatites virais e câncer de cabeça e pescoço

3 de julho de 2026, por Marco Túlio de Sousa

Julho é verde e amarelo. Mas não é só pela Copa ou pela seleção brasileira. As cores representam importantes campanhas de conscientização contra câncer de cabeça e pescoço (verde) e hepatites virais (amarelo), somando-se à iniciativa dos Meses Coloridos, realizada por diversos órgãos públicos e setores da sociedade civil que passam a adotar cores em seus materiais institucionais e realizam ações especiais visando informar, educar e prevenir. As iniciativas integram o movimento dos Meses Coloridos, promovido por órgãos públicos e entidades da sociedade civil, que adotam cores temáticas em seus materiais institucionais e realizam ações voltadas à informação, à educação em saúde e à prevenção de doenças.

O Julho Verde foi instituído pela Lei nº 14.328/2022. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de cabeça e pescoço é o quinto tipo mais incidente no Brasil. A doença pode atingir a língua, a boca, a laringe, a faringe, os seios paranasais, a cavidade nasal, as glândulas salivares, os ossos da face, a pele e a tireoide. Nos homens, é mais frequente na cavidade oral; nas mulheres, na tireoide. Como costuma se desenvolver de forma silenciosa, muitas pessoas recebem o diagnóstico apenas em estágios mais avançados. Por isso, a campanha busca alertar a população para sinais como feridas que não cicatrizam, rouquidão persistente e caroços no pescoço, incentivando a procura por avaliação médica e o diagnóstico precoce, que aumenta significativamente as chances de cura.

O Julho Amarelo foi instituído pela Lei nº 13.802/2019. Segundo o Ministério da Saúde, entre 2000 e 2024, o Brasil registrou mais de 826 mil casos de hepatites virais, sendo as hepatites B e C as mais frequentes. Essas doenças são inflamações do fígado causadas por vírus e podem evoluir de forma silenciosa, levando a complicações graves, como cirrose, câncer hepático e até mesmo à morte. Além dos tipos B e C, existem também as hepatites A, D e E. As formas de transmissão variam conforme o tipo de vírus, podendo ocorrer pelo consumo de água e alimentos contaminados, por relações sexuais desprotegidas, pelo contato com sangue contaminado e pelo compartilhamento de objetos perfurocortantes. Entre as principais medidas de prevenção estão a vacinação contra as hepatites A e B, a realização de testes, o uso de preservativos nas relações sexuais e a utilização de materiais devidamente esterilizados em procedimentos médicos e estéticos.

Com o verde e o amarelo em destaque ao longo do mês de julho, as campanhas reforçam a importância da informação e da conscientização como ferramentas para a prevenção de doenças, a promoção do diagnóstico precoce e a preservação da saúde da população.

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