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Saúde e Educação pedem apoio da Câmara por valorização de servidores

8 de maio de 2026, por Leandro Perché

Representantes dos trabalhadores da educação e da saúde utilizaram a Tribuna Livre da Câmara Municipal de Contagem, na última terça-feira (05/05), para apresentar reivindicações relacionadas à campanha salarial de 2026 e solicitar o apoio dos vereadores na interlocução com o Poder Executivo. A participação reuniu a diretora do Sind-UTE, Patrícia Pereira, e a diretora do SindSaúde Contagem, Rafaele Carvalho, que defenderam a ampliação do diálogo com a Prefeitura e a construção conjunta de soluções para demandas consideradas prioritárias pelas categorias.

Em nome dos profissionais da educação, Patrícia Pereira destacou a necessidade de fortalecimento da mesa permanente de negociação coletiva, classificada por ela como “esvaziada”. Entre as pautas apresentadas, estão a recomposição salarial mínima de 5,40%, retroativa a janeiro, a extensão do vale-alimentação para servidores com jornada semanal de 22 horas e 30 minutos, o direito à alimentação no local de trabalho e a valorização do quadro administrativo. A dirigente também criticou o corte de ponto de servidores que participam de mobilizações, e defendeu o fim da medida, apontando a disposição da categoria para o diálogo e para a reposição das atividades.

Patrícia solicitou ainda o apoio dos parlamentares na construção de emendas ao projeto de reajuste encaminhado pelo Executivo. Segundo ela, o percentual de 4,26% proposto pela administração municipal não atende integralmente às demandas da educação. A coordenadora afirmou que estudos elaborados pelo sindicato, com base em levantamento técnico, indicam margem orçamentária para ampliação da recomposição salarial, além da inclusão de outras pautas ligadas às condições de trabalho e à valorização profissional.

Representando os trabalhadores da saúde, Rafaele Carvalho reforçou a pauta comum entre as categorias e apresentou reivindicações específicas do setor. Entre elas, a implementação efetiva do piso da enfermagem no município, o pagamento do incentivo adicional financeiro aos empregados públicos, a ampliação do vale-alimentação para profissionais das unidades de urgência e emergência e para equipes multiprofissionais de 20 horas, além da manutenção do benefício durante férias, folgas e afastamentos médicos.

A diretora do SindSaúde também cobrou avanços em discussões administrativas relacionadas ao pagamento da insalubridade aos profissionais que atuaram durante a pandemia, defendendo a revisão dos percentuais devidos e destacando que parte dessas demandas tem sido tratada judicialmente. Para ela, “a abertura de canais permanentes de negociação é fundamental para garantir respostas efetivas às reivindicações e para fortalecer a relação entre gestão municipal e servidores”.

Ao final das manifestações, as representantes reforçaram a expectativa de que a Câmara atue como mediadora no diálogo com o Executivo. As sindicalistas ressaltaram que as pautas apresentadas impactam diretamente a qualidade dos serviços públicos ofertados à população e defenderam maior participação do Legislativo na construção de alternativas que contemplem a valorização dos trabalhadores e o fortalecimento das políticas públicas no município.

“Esta Casa e os vereadores são muito importantes, porque aqui se vota o destino de mais de 15 mil pessoas e suas família. Então, queremos a intermediação desta Câmara para o diálogo e para a construção de uma emenda que possa incorporar as nossas pautas”, concluiu Patrícia.

Manifestação dos vereadores

Após as falas das sindicalistas, alguns parlamentares pediram a palavra para apoiar a causa dos servidores. Os vereadores Zé Antônio (PT) e Rodrigo do Posto (Mobiliza), que são profissionais de saúde, falaram sobre o “abandono” da categoria e problemas de assédio moral, apesar de sua grande importância para a população, sobretudo no período da pandemia da Covid-19.

Relatora da Comissão de Educação, Moara Saboia (PT) se comprometeu a reforçar as pautas com o prefeito Ricardo Faria (PSD) e buscar abrir mais espaço para a negociação das categorias. Da mesma forma, o líder de governo, Daniel do Irineu (PSB), e a vereadora Adriana Souza (PT) se dispuseram a alinhar uma agenda de diálogo e fortalecer as instâncias de negociação.

Por fim, o vereador Alex Chiodi (União) lembrou que o seu mandato e a Câmara como um todo, historicamente, têm lutado ao lado dos servidores por melhores condições de trabalho. “Quero lembrar que o prefeito Ricardo, quando era vereador e secretário de Saúde, durante a gestão de Carlin Moura, conseguiu, junto com nosso mandato, a implantação do piso dos agentes de saúde e de endemias, o que mostra sua sensibilidade com os trabalhadores. E esta Casa nunca se furtou ou se furtará desse debate. Então, contem conosco”, concluiu.

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