Conciliar a rotina profissional com os desafios do cuidado familiar ainda é uma realidade difícil para milhares de trabalhadores brasileiros. Consultas médicas, reuniões escolares e acompanhamentos de saúde muitas vezes exigem ausências no expediente, gerando impactos na vida das famílias, especialmente das mulheres, que historicamente concentram grande parte das responsabilidades de cuidado. Em meio a esse cenário, políticas de acolhimento e flexibilidade têm ganhado espaço no debate público e no ambiente corporativo.
Com o objetivo de facilitar a vida das famílias contagenses e reconhecer iniciativas nesse sentido, a Câmara de Contagem aprovou, na última terça-feira (12/05), o Projeto de Lei 294/2025, que institui o “Selo Empresa Amiga do Cuidado” no município. Proposta pelas vereadoras Carol do Teteco (MDB), Adriana Souza (PT) e Moara Saboia (PT), a matéria reconhece empresas que adotam políticas internas de abono de faltas justificadas para trabalhadores que precisam acompanhar filhos, tutelados ou dependentes em consultas médicas, tratamentos de saúde e atividades escolares.
O texto prevê que o selo seja concedido às empresas comprometidas com práticas de acolhimento e responsabilidade social voltadas ao cuidado familiar. A iniciativa também autoriza que as instituições utilizem a certificação em materiais publicitários, produtos e serviços, valorizando a imagem institucional de quem investe em políticas mais humanas no ambiente de trabalho.
Segundo a justificativa do projeto, a medida busca estimular uma cultura institucional mais sensível à realidade das famílias, especialmente das mulheres que acumulam múltiplas jornadas de trabalho e cuidado. Destaca ainda que o reconhecimento funciona como uma política pública de incentivo positivo, fortalecendo a corresponsabilidade social e a proteção integral das famílias.
De acordo com a vereadora Carol do Teteco, “é um projeto super importante, principalmente para as mulheres, porque reconhece e valoriza as empresas que entendem que as pessoas precisam de ter tempo para os filhos, para levar à escola, participar de uma reunião pedagógica ou consulta médica. Reconhecer as empresas que não cortam o ponto dessas mães é incentivar a cultura do cuidado no mundo do trabalho”, explica a parlamentar.
“Esse projeto faz com que as empresas se conscientizem para a importância do cuidado, de abonar a falta das mães que estão acompanhando os filhos, reconhecendo que a maternidade é coletiva, tem cunho social e não pode ser absorvida sozinha pelas mulheres. Pesquisa da FGV mostra que 50% das mulheres que voltam da licença maternidade são demitidas em até dois anos, o que indica que a sociedade quer que a gente seja mãe como se não trabalhasse e que a gente trabalhe como se não fosse mãe. Essa conta não fecha. Assim, é importante uma política pública que reconheça o valor da maternidade e do cuidado, mas também o direito das trabalhadoras”, completa Adriana Souza.
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