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Projeto beneficia pessoas com alergia alimentar

2 de maio de 2024, por Marco Túlio de Sousa

Foi votado e aprovado na 12ª reunião ordinária da Câmara de Contagem, realizada nesta terça-feira (30/04), o Projeto de Lei 123 de 2023, que dispõe a obrigatoriedade de estabelecimentos alimentícios darem visibilidade aos ingredientes presentes em seus temperos. O projeto é de autoria da vereadora Glória da Aposentadoria (PSDB) e tem como público-alvo pessoas que possuam alergia a algum alimento.

De acordo com o texto do PL, estabelecimentos de serviços de alimentação como “restaurantes, lanchonetes, bares, cafeterias e similares, devem fornecer informações claras e precisas sobre os temperos utilizados em seus pratos”. Essas informações devem ser apresentadas de maneira acessível, no cardápio ou em outro documento que deve estar disponível para consulta do cliente.

Vereadora Glória da Aposentadoria (PSDB), autora do projeto. Foto: Cleide Amaral.

O projeto atende, sobretudo, pessoas com alergias alimentares. Segundo a Alergia Alimentar Brasil, estima-se que, atualmente, 6% das crianças e 3,5% dos adultos brasileiros têm alergia a algum alimento. Na justificativa que acompanha o projeto, a autora explica que “ao fornecer informações claras sobre os temperos utilizados nos alimentos, os restaurantes permitem que os consumidores hipersensíveis façam escolhas informadas e evitem ingredientes que possam desencadear reações alérgicas”.

Durante a tramitação, a Procuradoria da Câmara elaborou parecer sugerindo a inclusão de uma emenda que exclui um artigo e modifica outros dois visando garantir a legalidade e a constitucionalidade da proposição, bem como proporcionar tempo para que os proprietários de estabelecimentos de serviços alimentícios se adaptem à nova regra. As recomendações foram acatadas pelas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e Administração e Serviços Públicos.

De acordo com a proposta, os estabelecimentos terão até 180 dias para fazerem as mudanças após a publicação da lei no Diário Oficial do Município. O não cumprimento das normas pode implicar em sanções e multas, as quais serão regulamentadas pelo Poder Executivo. O projeto recebeu votos favoráveis de todos os vereadores presentes no momento das votações em primeiro e segundo turno e segue agora para sanção da prefeita Marília Campos (PT), podendo retornar ao Plenário caso sofra algum veto.

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