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Tribuna Livre discute demandas da Ocupação Nelson Mandela e dos bairros Liberdade I e II

6 de novembro de 2025, por Marco Túlio de Sousa

A Tribuna Livre da 35ª Reunião Ordinária, realizada na terça-feira (6/11), recebeu representantes comunitários dos bairros Liberdade I e II e da Ocupação Nelson Mandela. Isaque Gil e Ivânia Rocha relataram as dificuldades enfrentadas pelos moradores — sobretudo relacionadas à violência e ao acesso a serviços públicos de coleta seletiva, saúde, educação e transporte — e cobraram providências das autoridades.

Representante comunitário Isaque Gil. Foto: Cleide Amaral.

No contexto de uma plenária em que um dos temas mais debatidos foi a operação policial no Rio de Janeiro, que resultou em mais de cem mortes, Isaque Gil iniciou sua fala destacando o sofrimento das comunidades com a criminalidade. “Antigamente, a gente para conhecer o crime, conhecer a violência, a gente tinha que sair de casa e ficar nas ruas. Hoje, não. Hoje, a violência bate na sua porta”, lamentou. Ele demonstrou preocupação, em especial, com a cooptação de crianças pelo tráfico e cobrou mais ação política na geração de oportunidades de inserção social, citando o esporte e a informática. “A base a partir da qual se pode realizar vários sonhos das crianças parte daqui de dentro, porque vocês têm o poder na mão, podem se unir, ir lá e fazer a diferença para que essas crianças tenham mais opções para escolher na vida”, afirmou, dirigindo-se aos parlamentares.

Representante comunitária Ivânia Rocha. Foto: Cleide Amaral.

Em seguida, Ivânia Rocha assumiu o espaço na Tribuna. Ela relatou problemas de saneamento básico, recolhimento do lixo, mobilidade urbana e dificuldade de acesso a equipamentos públicos de saúde. “Nós não temos uma pracinha para as nossas crianças brincarem, não temos escola. Agora, nós temos um posto de saúde que tem médico duas vezes na semana. Não é muito, mas já é o suficiente porque antes a gente não tinha médico. A gente chegou até a pagar uma casa com dinheiro dos moradores para que os enfermeiros fossem aplicar a vacina”, contou. Endossando as palavras de Isaque, ela pediu a união dos parlamentares para viabilizar melhorias.

Vereadora Moara Saboia. Foto: Cleide Amaral.

Os vereadores Moara Saboia (PT), Zé Antônio do Hospital Santa Helena (PT) e Adriana Souza (PT) manifestaram apoio às reivindicações. “O Liberdade era um bairro abandonado, que não tinha acesso à água, rede de esgoto, saneamento, escola, saúde, ônibus, absolutamente nada, e a gente conquistou algumas coisas. Nós estamos aqui à disposição para seguir, conquistando ainda mais. O que vocês falaram é um exemplo de como fazer política. É bater na nossa porta, é ter a resposta, é lutar. E agora, o Liberdade 1 e 2, assim como a Ocupação Nelson Mandela, vão viver um novo período da sua história”, disse Moara.

Zé Antônio, por sua vez, destacou o empenho de Ivânia na luta por conquistas para sua comunidade. “Eu quero te agradecer, Ivânia. Tudo começou pela sua casa, pelos seus movimentos, pela sua luta. Muito antes que eu chegasse, você já era uma guerreira lutando ali”, enfatizou. Ele também mencionou melhorias obtidas pelo bairro a partir da gestão da prefeita Marília Campos. “O Liberdade teve limpeza urbana, a Copasa entrou lá, mas ainda falta muita coisa. A Marília está investindo mais de R$ 14 milhões em iluminação pública, já colocou os ônibus. Você pode ter certeza que eu também tenho um grande compromisso com o Liberdade 1 e o Liberdade 2”, complementou.

Por fim, Adriana Souza parabenizou Isaque e Ivânia e ressaltou a responsabilidade do poder público diante dos problemas elencados pelos cidadãos. “Então, eu queria parabenizar vocês e dizer assim que, para mim, foi uma aula vocês estarem aqui e dizerem a verdade, colocarem o dedo na ferida. Seja o problema da segurança, ou problema da falta de acesso aos direitos humanos e à dignidade humana, nós que estamos, hoje, no Estado, no Poder Legislativo ou no Executivo, temos a responsabilidade de responder e garantir que as políticas públicas cheguem em nossas comunidades antes que o crime organizado tome as nossas crianças. Nenhuma mãe cria filho para ser cooptado pelo tráfico”, ressaltou.

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