Palestras da Câmara conscientizam jovens sobre os riscos do uso do cerol

O vento do mês de julho e as férias escolares vêm acompanhados de pipas e papagaios, deixando o céu mais colorido. No entanto, caso a brincadeira não seja realizada com total responsabilidade, pode se transformar num grande problema.

Pensando nisso, a Escola do Legislativo da Câmara Municipal de Contagem realiza, neste mês, um ciclo de palestras nas instituições de ensino da cidade para a conscientização sobre o uso de cerol e linha chilena.

Nesta quarta-feira (10/07), 90 alunos do 6o ano da Escola Municipal Isabel Nascimento de Mattos, no Petrolândia, participaram das atividades propostas pela Guarda Civil de Contagem – representada pelo CHT Assis de Moura e pelo GCC Nilson Ferreira – e pela Polícia Militar de Minas Gerais, com o subtenente Ney Camilo e o CB Wanderson Lara.

De forma bem descontraída e didática, as leis relacionadas à proibição do uso de linhas cortantes foram apresentadas, bem como e as sérias consequências para quem infringe as regras, incluindo multa, apreensão do material, condução à delegacia e responsabilização dos pais ou outros responsáveis.

Com o objetivo de mostrar a realidade e os riscos do uso das linhas cortantes, imagens de vítimas atingidas pelo cerol e/ou linha chilena complementaram a apresentação, trazendo espanto aos alunos. Animais e aeronaves prejudicadas pelas linhas também foram lembradas. Por fim, foi apresentado um vídeo com reportagem sobre ocorrências relacionadas ao uso de linhas cortantes em Contagem e as ações da Câmara e da Guarda Municipal para coibir a prática.

“Essa campanha de conscientização é muito importante,  tendo em vista que os jovens, muitas vezes, não medem as consequências de seus atos. O uso do cerol é uma coisa complicada, pois pode ceifar vidas, não só de motociclistas, mas de pedestres, de animais e causar outros problemas. Por isso, a Guarda está envolvida na campanha com a Câmara Municipal, com o objetivo de mostrar que os jovens podem fazer a diferença nesse sentido”, disse Assis.

Na atividade, o subtenente Ney Camilo usou uma fábula para ilustrar a ideia de que todos devem se envolver para reduzir os problemas causados pelo uso das linhas cortantes. “A responsabilidade é daquele que solta papagaio com cerol, mas também daquele que anda de moto, de bicicleta, a pé, de todos nós. Se você acha que não é problema seu, você corre o risco de ser uma vítima. É obrigação de todos falar com a família, com os amigos e vizinhos e conscientizá-los dos riscos dessa prática”, concluiu.

Estudantes aprovam

O ciclo de palestras já passou pela Escola Municipal Carlos Drummond de Andrade, no bairro Riacho das Pedras, atendendo 200 alunos dos 7º ao 9º ano; e chegará, na próxima sexta-feira (12/07), à Escola Municipal René Chateaubriand Domingues, no Novo Riacho – sempre com muito sucesso entre os estudantes, que participam ativamente das atividades.

Nesta quarta-feira, não foi diferente. As amigas Mirelly Vitória Nogueira de Assis e Maria Clara Pereira da Silva, de 11 anos, aprovaram a atividade e assumiram a responsabilidade em serem replicadoras das informações, para ajudar a reduzir o uso de cerol e linha chilena.

“Gostei muito porque mostra que é um problema de todo mundo. Meu pai, minha mãe e outros da família andam de moto, e todos nós temos medo de linhas com cerol. Acho que vai mudar a cabeça dos outros, para que não usem mais cerol e linha chilena”, destacou Mirelly.

“A atividade foi boa para mostrar para as pessoas os riscos dessas linhas cortantes e fazê-las pensar. No mês passado, morreu meu vizinho por causa de linha chilena, e é muito ruim para a família. Na minha rua e da minha madrinha, tem muita gente que solta pipa, e vou passar essa mensagem para essas pessoas, de como é perigoso para elas próprias, que podem cortar os dedos, e para os outros, que podem machucar e até morrer”, completou Maria.

* Por Leandro Perché e Natália Rosa

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